quarta-feira, 21 de maio de 2008

The Groop

O Stereolab, carinhosamente apelidado pelos fãns de "the groop", é um grupo Franco- britânico, que foi fundado em 1990 por Tim Gane, ex líder do McCarthy, (guitarra e teclado), e pela artista francêsa Laetitia Sadie (voz, teclado, guitarra, trambone). A Banda trás uma mistura de pop- lounge dos anos de 1950-1960, Krautrock alemão (neu! Faust entre outros) , musica brasileira e um punhado de outras coisas mais.
As letras da banda tras temas de ficção científica dos anos 50, alusões as teorias marxistas e outas questões sociológicas .
A primeira formação incluiu Martin Kean no baixo e Joe Dilworth na percussão, com Russel Yates e Mick Conroy também aparecendo em apresentações. Em 1993 foram recrutados Andy Ramsay (bateria) e Mary Hansen (voz, guitarra, teclado e percusão). A voz distintiva de Hansen se tornou um elemento importante no som dos Stereolab. A artista continuou membro da banda até sua morte em um acidente envolvendo sua bicicleta em dezembro de 2002.
A formação presente da banda consiste de Tim Gane, Lætitia Sadier, Andy Ramsay, Simon Johns, Dominic Jeffrey, Joseph Watson, e Joseph Walters.

deixo um link -> aqui <- para o cd " Cobra And Phases Group Play Voltage In The Milky Night" de 1999, e o clip Cybele's Reverie :

terça-feira, 13 de maio de 2008

Raio-X



A primeira vez que escutei X-Ray Spex, aos 15 anos, minhas unicas referencias de punk eram os Ramones, Sex Pistols e Velvet Underground (mesmo que em uma linha diferente de punk), então derrepente encontro uma caixa com fitas k7s em um armário da casa de minha avó, que deveria ser de meu pai ou de algum amigo dele esquecido, começo a vasculhar as fitas e derepente me deparo com "Germ free adolescets" o primeiro e memorável albuns de X-Ray Spex, com Poly Stireno gritando "Oh bondage" up your!”logo na primeira faixa repleta de viradas de bateria e decorada com solos de saxofone!sim saxofone!Aquilo revirou minhas víceras, e esta fita se tornou minha companheira por longos anos, mesmo cheia de remendos e peças trocadas, sim! eu tinha uma caixinha de ferramentas para fitas k7s!
A banda foi formada em Londres em 1976, quando Poly tinha apenas 15 anos de idade, as letras tinham temas anti-capitalista, anti-consumista e feminista, prevendo talvez o movimento “riot grrrl”, Poly Stireno deixa a banda em 79, onde lança o cd solo "traslucence," e aderi ao movimento hare krishna,antes disso, em 77, ela dá uma fugida de X-Ray Spex para formar o grupo "Essential Logic". A banda retorna sem Poly nos vocais em 91, e claro!, perde toda a essência!Em 95 Poly retoma os vocais e a banda lança o "consciours consumer", que foi anunciado como o primeiro de uma trilogia, mas o cd não fez tanto sucesso comercialmente, e a turnê foi interrompida devido a um acidente que Poly Stireno sofreu, foi atropelada por um caminhão de incêndio, depois disso um cd ao vivo foi lançado e algumas compilações. No dia 6 de setembro, deste ano, contaremos com a aparição da banda, sem jak Airport que faleceu em 2004 de cancêr, o show conta com membros antigos que se hospedaram na banda, o show será no Roundhouse (London) .
Deixo agora para vocês o link do primeiro cd da banda" germ free adolescents" -> link para baixar cd aqui<-

Enjoy it!


segunda-feira, 12 de maio de 2008

" he hit me"

Formei minha primeira banda quando ainda estava no 2° ano do ensino médio e morava no interior da Bahia na Cidade de Campo Formoso, o nome era “Nebulosa de Andrômeda”, carinhosamente apelidada de “Gemido da cabrita” por meu primo Darlan, que infelizmente foi uma piada que pegou e assim ficamos conhecidos durante nossa longa carreira de poucos meses. Tínhamos algumas musicas autorais, todas composições minha, e cantávamos couver de Engenheiros do Hawaii, Queen, Paralamas do Sucesso, Bob Marley, Red hot chili peppers, Pink Floyd, Legião Urbana, Beatles ... Uma salada de gostos musicais diversificados dos membros da banda. Tivemos poucos e curtos ensaios devido às saídas repentinas do guitarrista Adriano, que sempre que terminava de tocar “love of my life” (Queen) se retirava em surto e inexplicavelmente todos o acompanhava sem questionar, apenas eu me perguntava o porquê do término do ensaio na primeira ou segunda música...

Nosso primeiro show foi no colégio em uma daquelas festas comemorativas, não me lembro bem se dia das mães, ou São João... algo do tipo. A gente subiu no palco, tocou “love of my life”, “Redemption Song” de Bob Marley com a participação ilustre de um famoso maluco da cidade, que chegou exalando pinga barata com um pedaço de papel amassado que retirou de seu bolso com a letra da musica, ele dançava desajeitado e balbuciava uma língua que lembrava o inglês em alguns momentos, com certeza foi o momento de mais impacto para o público, mas para mim o maior impacto foi quando olhei para o lado e percebi que Adriano, o guitarrista, tinha descido do palco e estava lá na plateia assistindo ao show na maior tranquilidade de um zen budista, logo depois seus seguidores fizeram o mesmo e eu me vi sozinha num palco sem banda cantando e tocando qualquer coisa que viesse à cabeça.... Mesmo com toda vergonha e ódio de ter sido abandonada no palco por minha banda , aquele frio na barriga, o nervosismo e a satisfação de ver duas pessoas no publico empolgadíssimas, as únicas que prestavam atenção no show, com minha versão de “wish you here”( Pink Floyd) fez valer a pena cada segundo que estive alí. Depois de várias canções encerrei a noite com “He hit me”( The Crystals) que passou despercebida por todos que no momento se importavam em encher a barriga com cachorro quente , tortas e refrigerante.
Algum tempo depois escutei “he hit me” na interpretação de Hole, com Courtney Love gemendo a dor de cada palavra daquela música, e mais recentemente Grizzly Bear, com a sua harmonia vocal de “coro celestial”, trouxe essa música de volta exatamente em um momento em que eu precisava cantar as minhas dores e hematomas, e da mesma maneira tudo passou despercebido por todos que talvez estejam ainda se importando em encher a barriga de cachorro quente, tortas e refrigerante.

* "he hit me"com Grizzly bear (dowloading rapidshare)



quinta-feira, 8 de maio de 2008

Once upon a time...

Fiquei matutanto aqui por um bom tempo o que trazer neste primeiro post, então me veio à cabeça uma lembraça boa de minha infância, quando eu esperava ansiosa pelos shows noturno que meu pai fazia no banheiro. Ele sentava na privada , afinava seu violão,fazia um daqueles solos nonsense e disrítmico, que só ele sabe fazer, de introdução para o meu show particular. E eu ficava ali, timidamente encostada no cantinho da porta me deleitando com “Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz...” e acompanhando bem baixinho e acanhadamente a voz estridente que cantava “pra pedir silêncio eu berro, pra fazer barulho eu mesma faço”, batia palmas fervorosas internamente para as supostas composições do meu pai-rock-star “eu sou fiel como um cometa sem céu pra me segurar...” e “ando meio desligado, já nem sinto meu pés no chão” , que para minha decepção tempos depois descobri que os compositores desta musica se chamavam Sergio Dias, Rita Lee e Arnaldo Baptista.

Depois do show , como de costume, eu acompanhava meu pai em um passeio pelo quintal enquanto ele fumava seu baseado e declamava discursos filosóficos sobre "o deus que existia dentro dele" e suas aulas de astronomia que me apontavam o cruzeiro do sul, a falsa cruz e a costelação de meu signo,escorpião.